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SOBRE O BRASIL

Nome Oficial: República Federativa do Brasil

Descobrimento: 22 de Abril de 1500. O Brasil foi colônia de Portugal de 1500 (ano do descobrimento) a 1822, quando então foi proclamada a Independência.

Independência: 07 de Setembro de 1822.

Proclamação da República: 15 de Novembro de 1889.

Governo: República presidencialista

Divisão administrativa: É constituído por 26 estados e 1 Distrito Federal

Capital: Brasília (2.043.169 habitantes, estimativa 2000)

Moeda: Real.

Idioma: Português.

Maiores cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Recife, Manaus, Porto Alegre, Belém, Goiânia, Guarulhos, Campinas e Nova Iguaçú.

Climas: Equatorial, tropical, tropical de altitude, tropical atlântico, subtropical e semi-árido.

Área de Floresta: 5.511.000 km²

Localização: Leste da América do Sul. Quinto país do mundo em área total, superado por Federação Russa, Canadá, China e EUA, e maior da América do Sul, o Brasil ocupa a parte centro-oriental do continente. São 23.086 km de fronteiras, sendo 7.367 km marítimas e 15.719 km terrestres. A orla litorânea estende-se do cabo Orange, na foz do rio Oiapoque, ao norte, até o arroio Chuí, no sul. Todos os países sul-americanos, com exceção de Equador e Chile, fazem fronteira com o Brasil.

Pontos extremos:
Pouco mais de 70 km tornam a extensão norte-sul do país superior ao sentido leste-oeste. São 4.394,7 km entre os extremos norte e sul, e 4.319,4 km entre os extremos leste e oeste. Ao norte, o ponto extremo do Brasil é a nascente do rio Ailã, no monte Caburaí, em Roraima, fronteira com a Guiana. Ao sul, o arroio Chuí, na divisa do Rio Grande do Sul com o Uruguai. A leste, a ponta do Seixas, na Paraíba. E a oeste, as nascentes do rio Moa, na serra da Contamana, no Acre, fronteira com o Peru. O centro geográfico fica na margem esquerda do rio Jarina, em Barra do Garças (MT).

Fusos horários: O território brasileiro está localizado a oeste do meridiano de Greenwich (longitude 0º) e, em virtude de sua grande extensão longitudinal, compreende quatro fusos horários, variando de duas a cinco horas a menos que a hora do meridiano de Greenwich (GMT). O primeiro fuso (30º O) tem duas horas menos que a GMT. O segundo fuso (45º O), o horário oficial de Brasília, é três horas atrasado em relação à GMT. O terceiro fuso (60º O) tem quatro horas menos que a GMT. O quarto e último tem cinco horas a menos em relação à GMT.

Sítios culturais, considerados Patrimônios Mundial, tombados pela UNESCO

1980 - Cidade Histórica de Ouro Preto
1982 - Centro Histórico da Cidade de Olinda
1985 - Centro Histórico de Salvador - Bahía
1985 - Santuário de Bom Jesus de Congonhas
1986 - Parque Nacional Iguaçu
1987 - Brasília
1991 - Parque Nacional da Serra de Capivara
1997 - Centro Histórico de São Luís
1999 - Centro Histórico de Diamantina
1999 - Bosque Atlântico - Reservas do Sudeste
1999 - Costa do Descobrimento - Reservas do Bosque Atlântico
2000 - Complexo de Conservação do Pantanal
2000, 2003 - Complexo da Conservação da Amazônia Central
2001 - Ilhas Atlânticas Brasileiras: Reservas de Fernando de Noronha e Atól das Rocas
2001 - Áreas Protegidas do Cerrado: Parques Nacionais da Chapada dos Veadeiros e Emas
2001 - Centro Histórico da Cidade de Goiás

O Brasil
O Brasil é o maior país da América Latina. Cobrindo quase a metade (47,3%) do continente da América do Sul, ocupa uma área de 8.547.403,5 km2. É o quinto maior país do mundo depois da Federação Russa, Canadá, China e Estados Unidos. Exceto por um pequeno número de ilhas, o Brasil é constituído por uma única e contínua extensão territorial. No mapa-múndi, pode-se observar que o formato do contorno leste do Brasil está em conformidade com a curva côncava da costa oeste da África. A linha do Equador passa pela região Norte do País, próximo a Macapá; o Trópico de Capricórnio corta o País ao Sul, próximo a São Paulo.

A extensão do Brasil no sentido leste-oeste (4.319,4 km) é quase equivalente a sua maior distância no sentido norte-sul (4.394,7 km). O Brasil faz fronteira com dez países: Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela e Colômbia, ao norte; Uruguai e Argentina, ao sul; e Paraguai, Bolívia e Peru, a oeste. O Equador e o Chile são os dois únicos países do continente sul-americano que não têm divisas com o Brasil. O Oceano Atlântico estende-se por toda costa leste do País, oferecendo 7.367 km de orla marítima.

Idioma
O português é o idioma nacional, mas o português falado no Brasil é bastante diferente, no sotaque e entonação, do falado em Portugal e outras antigas colônias portuguesas. Algumas pessoas afirmam que os brasileiros, atualmente, falam o "brasileiro", da mesma forma que os americanos podem dizer que falam "americano" e não inglês. Muitos brasileiros falam o alemão e o italiano, especialmente nas cidades do sul do país, por influência da colonização.

UM PAÍS ABERTO PARA O NOVO
Poucos lugares do mundo possuem o grau de abertura para o novo como o Brasil. A base dela é justamente a democracia racial que se construiu ao longo dos séculos. Oculto pelo preconceito racial de parte da elite, que vigora de maneira muito mitigada (se comparado por exemplo aos Estados Unidos ou à Europa), este costume permitiu a construção de uma democracia política efetiva num País que tinha tudo para não possuí-la.

Sobre a base miscigenada inicial foi montada uma sociedade escravista. Mas que, apesar de escravista, nunca conseguiu eliminar o costume já tornado tradicional - e que podia ser visto a cada dia em filhos de brancos com negros, negros com índios, mulatos com brancos, brancos com índios. Esta gente, condenada como inferior, conseguiu transformar a condenação em identidade, no momento da Independência. E uma identidade tão forte que não houve divisão no território, disputas políticas internas de maior monta. Pelo contrário, a Nação foi construída com base em arranjos que muitas vezes pareciam disparatados aos olhos europeus - e mesmo a muitos brasileiros - mas que funcionam até hoje de maneira um tanto inusual.

O desejo de democracia no Brasil se traduz, desde o século passado, numa arraigada crença na necessidade de se distribuir o poder a partir de mecanismos de representação política. Desde 1823 há eleições nacionais no Brasil, e desde então com uma abertura para o registro de eleitores incomum mesmo para os padrões das democracias européias. O Congresso Nacional, diga-se o que disser dele, funciona com a regularidade de um relógio há 175 anos. Somente em três ocasiões, em toda a história do País, deputados eleitos não completaram seus mandatos. A força do Congresso é tamanha que nem mesmo a ditadura militar dos anos 60 pôde prescindir dele. Até os ditadores sabem que o Brasil é ingovernável sem representantes eleitos.

A força do Congresso existe porque está ancorada numa grande força social. A sociedade de escravos foi capaz de se transformar, absorvendo uma imensa quantidade de imigrantes e, mais que isso, fundindo-se com eles. O hábito de considerar atraente qualquer possibilidade matrimonial, independente de origem étnica, conseguiu prevalecer sobre a tendência ao fechamento, que marcava a maior parte dos grupos imigrantes. E assim como absorve pessoas de fora sem perder sua identidade, o Brasil absorve empresas. A primeira empresa de capital estrangeiro do País instalou-se em 1825, e funciona até hoje. Nunca uma empresa de propriedade de estrangeiros teve qualquer alteração em seu regime de propriedade fora dos estritos termos da lei.

Essas são apenas algumas das conseqüências da estruturação fundamentalmente democrática do País. O Brasil é uma das últimas províncias da terra onde ninguém é estrangeiro, onde é possível mudar um destino sem perder a identidade. E é essa, justamente, a característica que faz com que muitos o chamem de "país do futuro": desde a Colônia (1500-1822), passando pelo Império (1822-1889) e durante a República (1889 até hoje), a globalização é parte da natureza de cada brasileiro. Talvez agora o Brasil possa ser visto como semente de uma realidade cultural onde o orgulho de grupo não está acima da possibilidade de aceitar o novo.

Geografia do Brasil
O território brasileiro estende-se por uma área de 8.547.403 km2 a leste da América do Sul, limitando-se ao norte com a Guiana, Venezuela, Suriname e Guiana Francesa; a noroeste com a Colômbia; a oeste com o Peru e Bolívia; a sudoeste com o Paraguai e Argentina; e ao sul com o Uruguai.

A mais extensa fronteira do Brasil é com a Bolívia (3.126 km) e a menor com o Suriname (593 km). As costas leste, sudeste e nordeste do país são banhadas pelo oceano Atlântico. Apenas dois países da América do Sul - Chile e Equador - não têm fronteiras com o Brasil.

O país ocupa 20,8% do território das Américas e 47,7% da América do Sul, sendo o quinto no mundo em extensão territorial, superado apenas pela Rússia, Canadá, China e Estados Unidos da América. A linha do Equador corta o país ao norte, atravessando os estados do Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

O Trópico de Capricórnio corta os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo a uma latitude sul de 23º27'30". Um total de 93% do território brasileiro encontra-se localizado no Hemisfério Sul e 92% na zona intertropical. De acordo com dados de 1993, da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)1, a população brasileira totaliza 151.523.449 habitantes, com densidade demográfica média de 17,7 habitantes por km2. A população urbana corresponde a 75,4% do total e a composição étnica da população inclui 55,2% de brancos; 39,3% de pardos; 4,9% de negros; e 0,5% de amarelos. Na faixa etária de 0 a 14 anos encontram-se 34,7% do total da população do país, enquanto as pessoas entre 15 e 60 anos correspondem a 57,8%.

O grupo acima de 60 anos representa apenas 7,3% da população. O crescimento demográfico no ano de 1991 foi de 1,93%, com um índice médio de mortalidade infantil de 68 por 1.000 nascidos vivos. O índice relativo à fertilidade feminina em 1990, indicou um total de 2,7 filhos por mulher. A expectativa de vida é de 62,1 anos para os homens e 68,9 anos para as mulheres. Reservas minerais Petróleo - A plataforma continental brasileira é rica em jazidas de petróleo. Dela são extraídas 60% da produção nacional. As reservas de petróleo do país somam 2.816 milhões de barris2.

O petróleo começou a ser explorado no Brasil em 1953. Atualmente, a produção é quase toda consumida internamente, exportando-se apenas uma pequena porção já refinada. Apesar do surgimento de novos poços e do contínuo aumento da produção, o petróleo explorado no Brasil não é suficiente para atender às necessidades do país. Existem 5.511 poços de petróleo em produção no país, sendo 4.872 terrestres e 639 marítimos. A maior parte da produção vem da Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro, descoberta em 1974. Utilizando tecnologia nacional de exploração em águas profundas, a produção da Bacia de Campos alcança 52.600 m3 (330 mil) barris por dia. Na região do Recôncavo Baiano, estado da Bahia, o petróleo vem sendo explorado há mais tempo, tendo já sido produzidos naquela área mais de um bilhão de barris do produto.

O campo de Água Grande é o que mais produziu até hoje no país, com um total de 42,9 milhões de m3 (274 milhões de barris) de petróleo extraídos do solo. Minerais metálicos - Entre os principais minerais encontrados no Brasil estão a bauxita, o alumínio, o cobre, a cassiterita, o ferro, o manganês, o ouro e a prata. Na região Norte do país são encontrados ferro, ouro, diamantes, cassiterita, estanho e manganês. Também existem ferro e manganês em grande quantidade no estado de Minas Gerais. 1 - Todos os dados estatísticos apresentados são originários do IBGE.

História do Brasil
A descoberta do Brasil pelos portugueses ocorre em um período de crise e grandes transformações na Europa. Entre os séculos XII e XIV o feudalismo vai cedendo lugar a uma nova forma de organização social.

A Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra, e a peste negra, que se alastrara por todo o continente, desorganizam a sociedade feudal. A fome estimula revoltas camponesas que fogem ao controle da nobreza.

Nos centros urbanos, o processo de transformação é acelerado. O comércio floresce e, com ele, surge uma nova classe social, a burguesia mercantil. Ela é quem vai financiar as grandes navegações dos séculos XV e XVI, que resultam na descoberta da América e do Brasil, na conquista e colonização da Africa e da Ásia.

Em abril de 1500, o navegante português Pedro Álvares Cabral alcançou a costa do atual Brasil e reclamou formalmente toda a região em nome de Portugal. Antes de chegar em terra firme chamou a região de Monte Pascoal. Depois, o território se denominou Terra de Vera Cruz. Uma expedição liderada por Gaspar de Lemos da qual fazia parte o navegante florentino Américo Vespúcio foi enviada à Terra de Vera Cruz pelo governo português em 1501. No curso de sua exploração, batizaram muitos cabos e baías, incluindo uma baía que foi denominada de Rio de Janeiro. A Terra de Vera Cruz passou a chamar-se Santa Cruz e, finalmente, Brasil, em alusão ao pau-brasil, árvore que abundava na região, levada em grandes quantidades pela expedição ao retornar para Portugal.

Atualmente, comemoramos o dia do Descobrimento do Brasil em 22 de abril.

Cultura e Religião do povo Brasileiro
O povo brasileiro descende de uma mistura de raças. Colonizadores portugueses, nativos e escravos africanos (na maioria originários de Yoruba e Quimbundu que, nos dias de hoje, correspondem a Nigéria, Benin e Angola) constituíram a base racial. Colonizadores franceses e holandeses também estiveram no nordeste do Brasil. No século XX, massas de imigrantes alemães, italianos, poloneses e japoneses acrescentaram novos elementos a essa mistura. Os brasileiros são, talvez, o povo mais miscigenado racialmente.

Formação do Povo
Participam da formação do povo brasileiro pessoas da raça branca, vindas da Europa; da raça negra, originárias da África; e da raça amarela, os indígenas nascidos no Brasil. A miscigenação é intensa desde o início da colonização. O pequeno número de mulheres brancas entre os colonizadores portugueses os leva a se relacionar com índias ou escravas negras, muitas vezes à força. Essa miscigenação dá origem a outros tipos raciais como o mulato, originado da miscigenação do branco com o negro; o caboclo ou mameluco, originado da miscigenação do branco com o amarelo; o cafuzo, originado da miscigenação do negro com amarelo. Os povos que vem mais tarde para o Brasil, apesar de terem em muitos casos permanecidos em comunidades fechadas, também se miscigenam.

Imigrantes
O número de imigrantes no Brasil sempre foi maior do que o número de emigrantes. A imigração começa oficialmente quando Dom João VI promulga a lei que permite a posse de terras por estrangeiros, em novembro de 1808. O objetivo da lei é facilitar a ocupação do sul do país garantindo um território que despertava interesse dos castelhanos. Há interesse também em "branquear" a pele da população, na época majoritariamente negra. A presença dos imigrantes provoca mudanças na vida do país. Eles introduzem novos produtos e técnicas de cultivo, a noção de pequena propriedade, a economia de subsistência e as pequenas indústrias domésticas (têxtil, alimentícia, de couro e de cerâmica).

Principais correntes - Os povos que mais imigraram para o Brasil são os alemães, austríacos, húngaros, eslavos, espanhóis, italianos, japoneses, sírios, libaneses e suíços alemães.

Religião
Não existe uma religião oficial no País. Quase 88% dos habitantes do Brasil são católicos. Contudo, aproximadamente vinte milhões de católicos também praticam algum tipo de culto ritual de origem africana. Existem ainda pelo menos cinco milhões de protestantes, entre os quais se incluem um número importante de luteranos, metodistas e episcopais e judeus. A maioria dos indígenas professam religiões tradicionais. A separação entre a Igreja e o Estado é formal e completa.

Culinária no Brasil
Neste imenso país que é o Brasil, temos uma rica culinária regionalizada, quase impossível de ser generalizada em um território marcado por diferenças tão grandes. A comida de uma região soa exótica para outra região dentro do mesmo País. Muitas vezes, as frutas nativas são desconhecidas dos próprios brasileiros. Um bebê urbano pode tomar suco de kiwi todos os dias e passar a vida sem provar um mingau de tapioca com açaí, sem ver um araçá, um cumbucá, um sapoti, um jenipapo.

Nossos colonizadores não descobriram aqui uma cozinha desenvolvida, mas o impacto do meio ambiente, dos novos ingredientes, logo se fez sentir. O português se junta ao índio e dois vértices culinários se encontram. As mandiocas, as frutas, as pimentas, a caça e a pesca vão se misturando com graça ao azeite de oliva, ao bacalhau seco, aos ensopados, à doçaria.

O colonizador começa a trazer escravos africanos a Salvador, capital da Bahia, para as plantações de cana-de-açúcar. Incorporamos imediatamente o azeite de dendê, o coco, o camarão seco e outras coisas, formando o trio: aborígine, português e africano, que viria a caracterizar nossa cozinha.

É claro que cada região tem suas características, marcas do passado e geografia que determinam sua comida típica, comidas de dia de festa, como as dos santos na Bahia, das festas juninas, de Reis, dos jejuns e tudo o mais. É comida a ser encontrada nas festas, é claro, ou nos restaurantes especializados em comida típica.

Cada região tem sua comida festiva, mas a feijoada, de origem carioca, é considerada por muitos o prato brasileiro mais típico e até fonte de inspiração para poesias como "Feijoada à minha moda", de Vinícius de Morais. É oferecida com freqüência a visitantes que se encantam com a panelada de feijão preto de caldo grosso, cozido com uma grande fartura de carnes salgadas, defumadas e frescas. Geralmente se serve o feijão separado, numa vasilha, e as carnes em outra. Os acompanhamentos são couve picada bem fina com um pouco de alho e de óleo, farinha de mandioca ou farofa (que é a farinha passada na manteiga), e fatias de laranja bem frescas. Cada um faz seu prato como quer, mas ninguém deixa de precedê-lo com a famosa caipirinha, bebida nacional, feita de "cachaça", limão e açúcar.

No entanto, cortando o Brasil de Norte a Sul, há um rio, um fluxo: a comidinha de todo dia, a básica, a do almoço e do jantar que varia dentro de uma gama muito mais limitada, sofrendo poucas mudanças de um lugar para o outro.

Qual seria, então, o cardápio de um dia típico de casa brasileira de classe média?
Café da manhã: café com leite, pão com manteiga. Querendo mais, um pedaço de queijo-de-minas fresco e uma fruta, como mamão ou laranja. Ou o café da manhã do interior de Minas, nos anos 20, evocado por Pedro Nava, nosso grande memorialista:
"(...) Com queijo-de-minas para picar e deixar amolecendo dentro do café fervente. Pão alemão fofo e macio, cheiroso ao partir, como um trigal. Pão de Provença em forma de bundinhas, e que se dividia arreganhando as duas nádegas. E o cuscuz de fubá doce feito em metades de latas de queijo do reino furadas a prego e onde a mistura cozia em cima do vapor de uma panela. Já do jardim se sentiam os cheiros do café, do pão, do fubá, do açúcar mulatinho."

O almoço e o jantar são parecidos. Refletem os produtos da estação comprados em feiras ou supermercados.

Uma característica especial é que os pratos são colocados na mesa ao mesmo tempo, a não ser a sopa, que precede a refeição, e a sobremesa, que a completa. O cardápio é quase sempre um arroz solto, um feijão mulato ou preto com caldo grosso, carne, ave ou peixe, uma salada verde, um legume cozido e um bolinho frito ou pastel. Ao lado, a farinheira com farinha de mandioca, ou uma farofa um vidro com pimenta em conserva ou molho de pimenta.

No jantar pode aparecer uma sopa, e as mais apreciadas são a sopa de feijão e a canja de galinha com arroz, esta, panacéia sagrada pronta a resolver todos os problemas, desde o aleitamento materno a náuseas existenciais.

A sobremesa pode ser um doce com queijo (também uma singularidade brasileira) ou frutas, ou tudo isto ao mesmo tempo.

Tanto o almoço como o jantar são seguidos de um cafezinho.

Entre o almoço e o jantar pode existir um lanche ou merenda, que ora é um café com bolo ou biscoitos, ora um suco, ora qualquer coisa fisgada da geladeira ou comida em pé num bar de esquina perto do serviço.

Os tempos de hoje já não permitem as ceias e as merendas caprichadas, mas no interior, nestas horas, ainda somos grandes tomadores de mingau. O mingau tem uma cara bem brasileira, cara de coisa negra misturada com portuguesa, ou, quem sabe, só nossa, mesmo? Mingaus ralinhos, mornos, de caneca, doces, mas não muito, com uma pitadinha de sal para equilibrar. O de fubá, com um quadrado de manteiga por cima e uns cubos de queijo-de-minas por dentro, fazendo um fio comprido até a boca. O de aveia, mais encorpado, só um punhado de aveia e leite. O de maisena, terno e doce, só leite, maisena e açúcar, servido em xícara, polvilhado de canela.

Os brasileiros adoram uma categoria de comida que pode ser levada à boca com as mãos e que se acaba em uma ou duas mordidas. São os salgadinhos. Precedem um jantar ou almoço, como aperitivos, ou até formam o cardápio inteiro de um casamento, batizado ou aniversário. São, com freqüência, seguidos pelos docinhos, tudo pequeno e chamados assim, carinhosamente, pelo diminutivo.

A comida de rua, aquela que vive ao ar livre, à porta das igrejas, nas praças, nas calçadas, em tendas ao longo das praias, também foi e é muito apreciada pelos brasileiros de todas as classes sociais. É possível fazer uma boa refeição, Brasil afora, andando em volta de fogareiros, carrinhos, tabuleiros. É o acarajé baiano, o milho cozido, a cocada de fita, o tacacá, o pastel de feira, o churrasquinho. Em primeiro lugar, disparado, o pastel. De carne soltinha, com azeitona - pouca carne, para que, sacudido, faça um barulho de chocalho. De queijo, um enorme retângulo - com o queijo, objeto de desejo, lá, na última mordida, já começando a endurecer. O de palmito, bendito na sua umidade, todos eles fritos na panela de mil frituras. E para acompanhar, garapa (caldo de cana) moída na hora, gelada, doce, doce.

Nos botequins sempre existe alguma coisa para tentar, nem que seja só um ovo pintado de vermelho. Nas padarias, torresmo bem grande, crocante, embrulhado em papel pardo para viagem. Fatias de pernil com bastante molho, dentro de pão francês. Coxinhas de galinha com osso, muito mais saborosas do que as outras. Podem ser de camarão. Pão com mortadela respingada de limão. Lingüicinhas fritas, manjubinhas torradas.

Em todos os bares de rua, os sucos de frutas, chamados de "vitaminas" e que podem variar ao infinito, misturando mangas e acerolas, abacaxis, bananas e leite, laranjas e goiabas e, como bebida alcóolica, a brasileiríssima batida, que é cachaça misturada com gelo picado, fruta e açúcar.

Esta comida de rua forma um mosaico interessante das preferências do povo.

O visitante, estranho à terra, poderá se assustar com a comida de restaurantes e hotéis, nas áreas mais densamente povoadas do País, como São Paulo e Rio de Janeiro. O nível é internacional e, principalmente em São Paulo, pode-se encontrar a cozinha de quase todos os lugares do mundo, de boa qualidade e a preços até razoáveis, por causa da diversidade de imigração. Pode-se realmente viajar gastronomicamente pelo globo sem deixar os bairros de São Paulo. A comida italiana é naturalmente a mais apreciada e dizem até que a pizza brasileira é melhor do que a napolitana. Os chineses foram os primeiros a apresentar uma comida exótica e, prontamente aceitos, hoje têm cadeias de fast food e comida para viagem. Os restaurantes japoneses, por muito tempo desconhecidos, tornaram-se moda há alguns anos e chegaram para ficar. A nova geração já não saberia viver sem um sushi. Os franceses fizeram de São Paulo o seu reduto, muitos se casaram com brasileiras. Comer bem, em bons restaurantes em São Paulo, não é barato, mas é muito fácil. A cidade já pode ser considerada um dos grandes centros gastronômicos do mundo.

Clima e Temperatura no Brasil
O clima varia de acordo com a altitude e latitude do lugar. As estações são exatamente opostas às da Europa e Estados Unidos, exceto na região norte do País.

A média de temperatura anual é de, aproximadamente, 28ºC na região norte e de 20ºC no sul.

Existem locais, no sul do País, que chegam a temperaturas negativas, inclusive com geadas e neve. No Rio de Janeiro, em pleno verão, a temperatura chega a atingir 40ºC.

O Brasil, dada sua vasta extensão territorial, de dimensões continentais, possui uma tipologia climática variada. Além de sua extensão, outros fatores influentes nos diversos climas brasileiros são as condições de temperatura, altitude, pressão e proximidade com o oceano. Esta grande diferenciação climática do país resulta, por sua vez, em paisagens vegetais bastante variadas, o que faz do Brasil um dos países detentores do ecossistema mais variado e complexo no mundo.

O território brasileiro está dividido em faixas climáticas: 92% do território localiza-se entre a linha do Equador e o Trópico de Capricórnio. Portanto, pode-se dizer que o clima brasileiro é predominantemente tropical, ainda apresentando faixas equatoriais e sub-tropicais (zonas temperadas) distribuídos entre os 8% restantes do território. A predominância de altitudes mais baixas ao longo do território nacional acarretam em temperaturas mais elevadas. As temperaturas médias predominantes são superiores a 20 °C.

Inicialmente, o Brasil é um dos únicos países no mundo a apresentar a chamada floresta equatorial (ao lado do Congo, na África), circunscrita ao clima equatorial. Este clima prevalece na região da Floresta Amazônica, apresentando características como temperaturas médias que oscilam entre 24 e 26 °C.

O clima tropical atua nas regiões do Planalto Central, além de áreas do nordeste e do sudeste brasileiros. Este clima é caracterizado por duas estações quentes distintas por ano, apresentando temperatura média superior a 20 °C.

Nas regiões mais altas circunscritas pelos planalto atlântico no sudeste, e ainda na regiões ao sul de Mato Grosso do Sul e ao norte do Paraná, o clima predominante é o chamado tropical de altitude. Este tipo de clima é caracterizado pelas médias de temperatura oscilantes entre 18 e 22 °C.

O chamado clima tropical atlântico predomina em praticamente toda a faixa litorânea brasileira, estendendo-se desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Tal clima tem por temperatura média anual uma faixa de variação entre 18 e 26 °C.

O clima semi-árido estende-se pelos territórios correspondentes ao sertão nordestino, incluindo o vale do Rio São Francisco, até o norte do estado de Minas Gerais. Em contrapartida, as temperaturas médias anuais correspondem às maiores no território brasileiro, oscilando por cerca de 27 °C.

A região de climas mais frios no Brasil corresponde à faixa territorial situada abaixo do Trópico de Capricórnio , abrangendo os estados sulistas, com exceção do norte do Paraná. O clima subtropical destas regiões apresenta temperaturas médias inferiores a 20 °C. Tal região circunscrita a essa faixa climática apresenta os invernos mais rigorosos do país, sobretudo nas áreas de maior altitude, onde inclusive podem ocorrer nevascas.


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